Resenha | Quando Julia Cameron encontra Clarissa Pinkola Estés




Esta semana terminei um texto sobre o livro da foto (O caminho do artista, da Julia Cameron), que logo estará no site "Senhora de si". Fiquei com vontade de compartilhar por aqui algo que não entrou no texto. A autora comenta sobre uma questão que, muitas vezes, atrapalha a fluidez do processo criativo. Trata-se do “censor”, um “crítico maldoso (...), que reside no lado esquerdo do cérebro e mantém uma corrente constante de comentários subversivos que costumam ser confundidos com a verdade”.


A figura do censor me levou diretamente ao livro “Mulheres que correm com os lobos”, da psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estés. No segundo capítulo da obra, Clarissa analisa a história do Barba-azul, uma espécie de predador da psique, assassino da criatividade feminina. Ele (o Barba-azul) arma emboscadas com o objetivo de romper a ligação da mulher com sua natureza selvagem, instintiva.


Quando essa ligação é rompida, toda a vida criativa da mulher é colocada em risco, o que pode provocar consequências graves. Para exemplificar, a psicanalista relata ter recebido em seu consultório poetas que consideravam seu trabalho um lixo, pintoras insatisfeitas com suas telas, pacientes tomadas pela inveja de pessoas com aparente facilidade para criar. Além disso, eram comuns frases como “não tenho talento”, “não tenho tempo”, assim como uma legião de mulheres tão desconfiadas de si mesmas a ponto de se sentirem verdadeiras impostoras.


Clarissa Pinkola Estés deixa um alerta a partir da história do Barba-azul, esse homem sinistro: se não prestarmos atenção aos nossos próprios tesouros, eles nos serão roubados. Em “O caminho do artista”, Julia Cameron propõe ferramentas que, além de trabalharem a fluidez do processo criativo, proporcionam autoconhecimento e acesso aos tesouros que vivem dentro de nós.


Resumindo: Prestar atenção aos meus tesouros - encontrar tempo - criar.

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