Resenha | Eu, sozinha



Esse livro foi um presente. Recebido de mãos amigas e generosas, furou a fila interminável de leituras e foi lido a conta-gotas, no modo degustação. “Eu sozinha” é a obra de estreia da Marina Colasanti, um livro indefinível, como a própria autora fez questão de destacar. A obra reúne histórias curtas enumeradas e organizadas em dois planos: 1 - nos números pares, os textos retratam o tempo presente da autora, rotinas burocráticas, filas de repartições, trajetos de ônibus, a rotina no escritório de trabalho, a vida solitária no apartamento. 2 - nos números ímpares, as histórias se remetem ao passado, com viés autobiográfico. Elas falam da vinda ao Brasil, viagens de avião, passeios por outros países, a casa da infância (tão marcante). As narrativas caminham paralelas e se encontram no texto final. Todas elas costuradas pela inevitável linha da solidão, seja ela sozinha ou acompanhada. Viramos as páginas contrariados: a vontade é ficar presa nelas. A tocante beleza da simplicidade acompanha a escrita de Marina, um presente valioso para começar um ano de muitas leituras e escritas.

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